Pensei tanto durante esta ultima semana.
Pensei em como seria, em como reagiria, qual a minha atitude, qual a atitude dele, nas palavras que lhe diria, ...
Imaginei momentos, idealizei gestos, ...
E, então, chegou o momento.
Aquele abraço que me alcançou mesmo antes da visão, deixou-me ofegante, e sem saber como reagir.
Nunca pensei que o primeiro impacto fosse assim.
Aqueles braços fortes e aconchegantes que me agarraram deixando-me sem respirar.
Estava em pânico. E agora, o que é que eu faço?
O resto do dia foi estranho, e, chegou a noite.
As trocas de olhares diziam-me que ainda não lhe era indiferente, mas o meu pessimismo dizia-me que o sentimento já não era o mesmo.
As saudades eram muitas, mas quando olhava para ele não sentia uma vontade enorme de o beijar, agarrar para uma noite só nossa, ..., mas sim uma vontade enorme de conversar com ele, de lhe dar a mão, de passar um bom momento com ele.
Continuava a sentir que não lhe era indifernte, mas novamente o meu pessimismo impunha-se.
Agi como uma amiga que já tinha superado o passado.
O pedido.
Os sofás estavam cheios, as 11 pessoas estavam preparadas para ver um filme de terror.
Eu alcanço com o olhar uma cadeira, mas mesmo antes de qualquer movimento, ele afasta-se e diz, senta aqui.
4 pessoas num sofá de 3. Conseguia senti-lo junto a mim. Mais do que aquilo que queria.
O filme começa.
Começo a sentir aquele receio próprio dos filmes de terror.
De repente sinto a mão dele perto da minha.
O facto de antes ter fumado fez com que eu me sentisse mais vulnerável, mas sentia-me tão bem ali com ele.
Surgia constantemente na minha cabeça a ideia de que aquilo estava errado, mas não conseguia largá-lo.
A conversa.
A meio da noite, ficamos os dois sozinhos e decidimos conversar sobre o passado.
Descobri que tinha percebido tudo mal durante 6 meses e que o sentimento era mútuo.
Mas o problema da distância mantinha-se.
Eu queria arriscar numa relação à distância, ele não.
Entendi o lado dele, mas fiquei em baixo. Precisava de sair dali.
Fiz esforço para não chorar em frente a ele, o que acabou por ser em vão.
Acabei com aquela conversa.
Fomos para junto dos outros. Estava tudo a dormir. Estavamos sozinhos outra vez.
Não queria que acabasse assim, pensei melhor e fui falar com ele.
Pedi desculpa pela minha atitude.
Tinha tanto para lhe dizer, mas naquele momento não me saía nada.
Fizemos as pases e eu compreendi o lado dele.
Beijamo-nos.
Dei-lhe uma argola que eu tinha falado à algum tempo atrás. Ele ficou surpreendido. Pensou que eu me esquecia.
Ele deu-me a dele como recordação.
Até que adormecemos ao lado um do outro, como um casal.
Acordei. Ele aínda dormia.
Senti necessidade de sair do apartamento.
Precisava de pensar.
Afinal aquilo acabava tudo ao final do dia, quando eu voltasse para casa.
Fui passear.
As ruas estavam desertas, pois ainda era cedo. sentei-me na praia a pensar e decidi que tinha era de aproveitar o tempo em que ele estava comigo.
Voltei ao apartamento, acordei os restantes, fui tomar um banho.
No almoço fiquei ao lado dele, mas sentia que ele se afastava de mim.
Tentava aproximar-me, mas parecia tudo complicado.
Ignorou-me o dia todo.
Decidi não lhe ligar mais,
Chegou a noite.
Fomos até ao café ver o jogo do Benfica.
Eu estava farta de estar lá.
Ele continuava a fugir de mim, embora já não andasse atrás dele.
No fim do jogo, fomos todos até às dunas.
Vi a minha irmã mais nova a beber, disse-lhe para parar, ela não me deu ouvidos.
Senti-me mal, senti que a estava a arrastar para uma vida liberal muito cedo.
Queria vir embora.
O Fifas, veio ter comigo e impediu-me de o fazer. Estivemos a desabafar um com o outro, assuntos pessoais, familiares, .... Adorei mesmo aquela conversa.
Dei-lhe um abraço. Vi nele um grande amigo.
E como grande amigo, ele foi falar com o Ricardo. Dizer-lhe que eu o sentia a fugir. Contra a minha vontade.
E foi então que descobri que ele fugia de mim porque tinha medo. Medo que eu não conseguisse separar as coisas durante estes dois meses em que iamos dicar separados.
Voltamos para o apartamento.
Puro divertimento.
Bebidas, tabaco, ... Estava alegre.
Coincidentemente, ficamos os dois sozinhos na varanda.
E foi a despedida.
Ele sentou-se no meu colo, e beijámo-nos novamente.
Não queria que aquele momento acabasse nunca.
Ele tinha de ir embora.
Aquele olhar triste, ...
O abraço final.
As palavras: Eu amo-te!
E foi então que tudo acabou.
Decidimos esperar até ao Verão, onde vamos estar juntos mais tempo.
Quem me dera poder chamá-lo de namorado.
Mas faltam 2 meses.
E se aguentamos 6 meses separados, quase sem nos falarmos, 2 meses passam rápido.
"Quem me dera que vivesses aqui na Apúlia, comigo." Um dia viverei! Um dia ...
2 comentários:
nao fiques pressa ao tempo, nao contes os dias, nem como vai ser, tudo pode ser diferente daquillo q podes a vir imaginar...
deixa te ir pelo vento..
um abraco
Olá Sara,
Como dizia o meu amigo do Wolfgang Amadeus Mozart a uma das suas amigas íntimas de infância que se encontrava entristecida e mal de saúde:
" Ela deve consolar-se com a ideia que talvez depois da chuva venha o Sol ".
Nem sequer Pandora, há 2500 anos, perdeu a esperança...
Muitos menos TU!
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